LUIZ GONZAGA DOS SANTOS nasceu em 18 de junho de 1919, em
Natal, capital do estado Rio Grande do Norte, filho de Napoleão dos Santos e
Maria Domingos dos Santos.
Efetivou os estudos do ciclo colegial no Atheneu
Rio-Grandense, em 1938, e mudou-se para o Recife-PE para cursar o pré-técnico.
Em razão de doença na família teve de abandonar o curso ainda no primeiro ano,
retornando para a cidade de Natal
Em julho 1942, foi incorporado ao Exército brasileiro, sendo
aprovado para o Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva e desincorporado em
setembro de 1945, como aspirante – oficial R2.
Casado com Maria de Lourdes Barbalho dos Santos, com quem
teve dois filhos, Silvino Eduardo Barbalho dos Santos e Maíra Jurema Barbalho
dos Santos.
Em 1947 ingressou como escriturário no Instituto de
Aposentadoria e Pensões dos Industriários (Iapi). Prestou concurso para exercer
o cargo de fiscal da mesma autarquia em 1949. Exerceu o cargo comissionado de
delegado do IAPI em Natal durante o governo de Juscelino Kubitschek, do qual se
afastou para se candidatar a viceprefeito daquela cidade. No pleito realizado
em 15 de novembro de 1960, Luiz Gonzaga dos Santos foi eleito vice-prefeito com
Djalma Maranhão eleito prefeito.
Na condição de vice-prefeito, no início do ano 1964, recebeu
a visita de José Anselmo dos Santos – Cabo Anselmo, então presidente da
Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil, acompanhado do cabo
Jessé apresentado como dirigente da seção do Rio Grande do Norte da referida
entidade. No dizer do Cabo Anselmo, a visita buscava obter contato com o
prefeito Djalma Maranhão para solicitar cessão de imóvel da Prefeitura de
Natal, onde se instalaria a sede da sucursal da entidade dos marinheiros em
Natal.
Com o golpe de Estado de 1964, em 2 de abril do mesmo ano foi
afastado do cargo de vice-prefeito para o qual fora eleito. Teve em seguida o
mandato cassado em 3 de abril de 1964 pelo Ato Institucional nº 1/1964, com
supressão dos direitos políticos e a consequente perda de suas funções de
servidor público autárquico. Foi preso, permanecendo sete meses detido. Era
acusado de ser um político “ligado aos esquerdistas [sic], com referência
especial ao presidente João Goulart”.
Posto em liberdade, embora respondendo Inquérito Policial
Militar (IPM), mas ante o clima de terror, constrangimento e perseguição à sua
família mudou-se para a cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro,
passando a exercer a atividade de comerciante.
Durante sua prisão no R.O. de Natal, sempre visitado por sua
esposa e filhos, reclamava dos maus-tratos e pressão infligidos pelos militares
para que prestasse informações; tortura psicológica, o que, na percepção de
todos que lhe eram mais próximos, causou a evidente mudança de comportamento:
de uma pessoa cheia de vida para alguém assustado e recluso, estado em que
permaneceu mesmo após liberdad
Em 16 de junho de 1967 foi julgado e condenado, à revelia,
pela Auditoria da 7ª Região Militar – Recife com pena de 15 anos de reclusão
por crime contra a segurança nacional.
Foi preso em 1º de agosto de 1967 no Rio de Janeiro e veio a
falecer no Hospital Geral do Exército do Recife em 13 de agosto de 1967
FONTE - WWW.COMISSAODAVERDADE.PE.GOV.BR
