segunda-feira, 17 de junho de 2024

LUIZ GONZAGA DOS SANTOS

 


LUIZ GONZAGA DOS SANTOS nasceu em 18 de junho de 1919, em Natal, capital do estado Rio Grande do Norte, filho de Napoleão dos Santos e Maria Domingos dos Santos.

Efetivou os estudos do ciclo colegial no Atheneu Rio-Grandense, em 1938, e mudou-se para o Recife-PE para cursar o pré-técnico. Em razão de doença na família teve de abandonar o curso ainda no primeiro ano, retornando para a cidade de Natal

Em julho 1942, foi incorporado ao Exército brasileiro, sendo aprovado para o Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva e desincorporado em setembro de 1945, como aspirante – oficial R2.

Casado com Maria de Lourdes Barbalho dos Santos, com quem teve dois filhos, Silvino Eduardo Barbalho dos Santos e Maíra Jurema Barbalho dos Santos.

Em 1947 ingressou como escriturário no Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (Iapi). Prestou concurso para exercer o cargo de fiscal da mesma autarquia em 1949. Exerceu o cargo comissionado de delegado do IAPI em Natal durante o governo de Juscelino Kubitschek, do qual se afastou para se candidatar a viceprefeito daquela cidade. No pleito realizado em 15 de novembro de 1960, Luiz Gonzaga dos Santos foi eleito vice-prefeito com Djalma Maranhão eleito prefeito.

Na condição de vice-prefeito, no início do ano 1964, recebeu a visita de José Anselmo dos Santos – Cabo Anselmo, então presidente da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil, acompanhado do cabo Jessé apresentado como dirigente da seção do Rio Grande do Norte da referida entidade. No dizer do Cabo Anselmo, a visita buscava obter contato com o prefeito Djalma Maranhão para solicitar cessão de imóvel da Prefeitura de Natal, onde se instalaria a sede da sucursal da entidade dos marinheiros em Natal.

Com o golpe de Estado de 1964, em 2 de abril do mesmo ano foi afastado do cargo de vice-prefeito para o qual fora eleito. Teve em seguida o mandato cassado em 3 de abril de 1964 pelo Ato Institucional nº 1/1964, com supressão dos direitos políticos e a consequente perda de suas funções de servidor público autárquico. Foi preso, permanecendo sete meses detido. Era acusado de ser um político “ligado aos esquerdistas [sic], com referência especial ao presidente João Goulart”.

Posto em liberdade, embora respondendo Inquérito Policial Militar (IPM), mas ante o clima de terror, constrangimento e perseguição à sua família mudou-se para a cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, passando a exercer a atividade de comerciante.

Durante sua prisão no R.O. de Natal, sempre visitado por sua esposa e filhos, reclamava dos maus-tratos e pressão infligidos pelos militares para que prestasse informações; tortura psicológica, o que, na percepção de todos que lhe eram mais próximos, causou a evidente mudança de comportamento: de uma pessoa cheia de vida para alguém assustado e recluso, estado em que permaneceu mesmo após liberdad

Em 16 de junho de 1967 foi julgado e condenado, à revelia, pela Auditoria da 7ª Região Militar – Recife com pena de 15 anos de reclusão por crime contra a segurança nacional.

Foi preso em 1º de agosto de 1967 no Rio de Janeiro e veio a falecer no Hospital Geral do Exército do Recife em 13 de agosto de 1967

FONTE - WWW.COMISSAODAVERDADE.PE.GOV.BR

LUIZ GONZAGA DOS SANTOS

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